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Exposição Permanente (Museu do Traje)

Traje à Vianesa ou de Lavradeira são as designações mais habituais dos fatos que as raparigas das aldeias junto à cidade de Viana do Castelo usaram entre meados do século XIX e inícios do XX.
Estes trajes ganharam características próprias que os distinguem de todos os outros trajes populares portugueses. De facto o seu colorido exuberante e a sua excepcional riqueza decorativa tornam-nos facilmente reconhecidos e identificados com a região de origem. 
Ao falarmos de traje à vianesa, temos de ter atenção a dois aspectos: o local e a ocasião em que é usado.
Quanto ao local, este traje era usado apenas nas aldeias em redor de Viana do Castelo (com a excepção de Geraz do Lima): em Areosa, Carreço e Afife, na beira-mar; Meadela, Santa Marta, Perre e Outeiro, estendendo-se a Serreleis, Cardielos, Nogueira e Vila Mou, no interior, junto ao rio Lima.
Quanto à ocasião em que era usado, podemos considerar três grandes tipos: de festa, de trabalho e de domingar.
Apesar de haver diferenças muito significativas entre estes trajes, há uma estética comum que permite a sua identificação, mesmo ao olhar mais destreinado, como sendo de uma mesma família.
Os tecidos que constituem estes trajes são produtos naturais, inteiramente produzidos numa lógica caseira e artesanal, uma vez que o linho era semeado em pequenas leiras e a lã retirada das ovelhas criadas no âmbito da economia familiar de auto-suficiência. 
A parte mais especializada dos trabalhos decorre depois da colheita, quando é preciso eliminar a parte lenhosa da planta para aproveitar apenas as fibras. Esta tarefa é feita através de um conjunto de operações que se repetiram inúmeras vezes ao longo dos séculos e que nesta exposição são ilustradas pelos objectos utilizados: 
a ripagem, pelo ripo; 
a maçagem, pelo maço e o engenho;
a espadelagem pelo cortiço, o espadeladouro e a espadela; 
a limpeza pelo sedeiro, restelo e cardas (no caso da lã); 
a fiação pela roca e fuso; 
a preparação do fio pelo sarilho e dobadoura; 
a tecelagem pela urdideira, caneleiro e pelo próprio tear.

Sala do Ouro
Manuel Rodrigues Freitas é o proprietário de uma das mais conhecidas ourivesarias portuguesas.
Ao longo da sua vida profissional soube conjugar a actividade comercial com o estudo das peças que lhe passavam pelas mãos.
Em 2011, num raro gesto de generosidade e amor à sua terra, decide doar a colecção que reuniu ao longo dos anos. O local escolhido para mostrar esta colecção à cidade foi o Museu do Traje, mais concretamente o cofre do antigo Banco de Portugal, que mostra parcialmente, em exposições temporárias, a colecção que se encontra guardada no cofre de um banco da cidade.